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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Fundos de Investimento financeiro portugueses voltam a investir mais em acções brasileiras

O investimento dos fundos portugueses em acções brasileiras recuperou em Maio, após a queda de 29,9% registada em abril. No mês passado, o montante total que os fundos de investimento lusos tinham em mãos relativo a acções de empresas brasileiras ascendia a 328,2 milhões de euros, mais 2,6% que no mês anterior.

Os dados da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revelam que a queda abrupta de abril foi estancada em maio, retomando o crescimento que o volume investido em acções brasileiras vinha tendo nos últimos meses. Mas a recuperação em maio não foi total, havendo aumentos e descidas em vários títulos.

O Bradesco continuou a ser a acção brasileira preferida pelos fundos de investimento portugueses, com 221,9 milhões de euros aplicados, mais 3,4% que em abril. Os títulos do Bradesco cotados nos Estados Unidos (os ADR) também tiveram um crescimento, de 2,5%, passando a representar 12,9 milhões de euros na carteira dos fundos lusos.

Já o Itaú Unibanco, a terceira acção não europeia preferida dos fundos portugueses, registou uma descida de 0,5% no valor total sob gestão daqueles organismos, que passou a ser de 15,8 milhões de euros no final de maio.

Os ADR da Vale subiram 0,9% no mês passado na carteira dos fundos de investimento portugueses, para 10,2 milhões de euros. Mas as acções da Petrobras, também na lista das preferidas dos fundos, tiveram uma descida de 2,8%, para 8,9 milhões de euros sob gestão.

O comportamento da carteira brasileira dos fundos de investimento portugueses espelha a tendência global. No total estes organismos viram o seu investimento recuar 1,3% face ao mês anterior, para 2,29 mil milhões de euros. Mas nas acções de fora da União Europeia houve um crescimento de 0,8%, para 1,08 mil milhões de euros.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Brasil - mercado preferencial dos fundos de investimento portugueses


O Brasil tem sido uma aposta crescente para os investidores portugueses e os números da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), relativos a março, comprovam isso mesmo: no mês passado o Brasil passou a ser a primeira aposta para compra de acções estrangeiras por parte dos fundos de invesmento lusos.

No final de março os organismos de investimento colectivo portugueses tinham 456,4 milhões de euros aplicados no Brasil, mais 7,1% do que em fevereiro. O valor apenas fica atrás dos 556,1 milhões de euros investidos em acções portuguesas, mostram os dados da CMVM.

Em fevereiro o Brasil era o segundo mercado internacional de investimento em acções por parte do capital luso e o terceiro mercado global, contando com Portugal. Em segundo lugar estavam os Estados Unidos da América (EUA). Mas o investimento em acções dos EUA em março caiu 10,3%, para 454,3 milhões de euros, deixando o Brasil na liderança entre os destinos externos de investimento.

De todo o capital aplicado pelos fundos portugueses em acções, se Portugal representa 22,6%, o Brasil assume uma participação de 18,5%, tal como os EUA. Os países europeus assumem uma expressão muito menor: o Reino Unido concentra apenas 6,2% do investimento dos fundos lusos em acções e a Alemanha não vai além de 5,9%.

Para a posição de liderança do Brasil na carteira dos fundos de investimento portugueses contribui, sobretudo, o Bradesco. O banco brasileiro, que tem participações cruzadas com o Banco Espírito Santo (BES), vale, apenas nas acções ordinárias, 347,5 milhões de euros entre os fundos portugueses, mais 9,6% do que valia em fevereiro. Além disso, havia em março 13,3 milhões de euros aplicados nos títulos do Bradesco cotados nos EUA (ADR).

A procura dos fundos de investimento lusitanos no mercado brasileiro não se limita ao Bradesco. No final de março também estavam investidos 16,1 milhões de euros no Itaú Unibanco (nos ADR da instituição brasileira), bem como 10,4 milhões nos ADR da Vale, 10 milhões de euros nas acções da Petrobras e 7,9 milhões nos papéis do Banco do Brasil.